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Sábado, 19 de Maio de 2007

NOVA DROGA NAS ESCOLAS

Há uma nova droga a assombrar as escolas portuguesas: o cloreto de etilo, um produto químico usado em medicamentos anestesiantes, contra picadas de insectos e em ambientadores, ou seja, de venda livre. Tem efeitos alucinogénios e pode mesmo ser fatal.

Apesar de ainda não ser vendida isoladamente, como ocorre noutros países, esta droga entra na constituição de inúmeros produtos vulgares que podem ser adquiridos em lojas ou farmácias.

É importante a sensibilização dos estudantes para os malefícios desta nova substância da moda, que é inalada directamente através do spray. Entra outras aplicações, o cloreto de etilo é um dos componentes do “spray milagroso” anestesiante usado nos desportistas ou usado como uma refrescante brincadeira de Carnaval.

Os solventes inalantes, como o cloreto de etilo, cola, ambientadores, desodorizantes, tintas, gasolina, benzinas, gases de isqueiros, …, provocam efeitos em cadeia: excitação, depressão, depressão profunda e depressão tardia.

No início, deixa o consumidor excitado, com tonturas e perturbações auditivas e visuais; depois fica desorientado, perde o autocontrolo, a visão, tem dores de cabeça e alucinações. Estes efeitos acentuam-se na fase seguinte e, por fim, o consumidor pode entrar em coma ou mesmo morrer. A inalação de solventes leva à destruição de neurónios e provoca lesões irreversíveis (danos na medula óssea, rins, fígados, nervos periféricos, …). Pode também provocar o aumento da frequência cardíaca para os 180 batimentos por minuto, comportamento apático, dificuldades de concentração, défice de memória, …

É importante a tomada de medidas preventivas junto das escolas secundárias e alertar os jovens para todas as consequências do consumo deste tipo de drogas.

publicado por Dreamfinder às 23:44

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

O ALCOOLISMO

Apesar de ter uma longa história, o alcoolismo só é considerado uma doença mais recentemente. O consumo excessivo e prolongado do álcool  é um vício, uma dependência que provoca os seguintes efeitos sobre o organismo humano:

-Acção sobre o tubo digestivo e estômago: as mucosas do tubo digestivo e estômago ficam em contacto directo com o álcool. Este contacto, sobretudo se exagerado e frequente, provoca irritação da mucosa gástrica, que pode degenerar em inflamação e ulceração, devido ao álcool provocar aumento de secreção gástrica e pancreática. O álcool ingerido em concentrações elevadas diminui as secreções, ou inibe a transformação dos alimentos.

-Acção sobre o fígado: o fígado fica igualmente em contacto directo com o álcool, visto que é neste órgão que começa a sua transformação. A acção nociva do álcool produz a "cirrose alcoólica" no decurso da qual as células do fígado vão desaparecendo progressivamente para serem substituídas por tecido escleroso.

-Acção sobre o sistema nervoso central: o álcool perturba o funcionamento normal do sistema nervoso central. A sua acção é a de um anestésico. Esta depressão gradual das actividades nervosas, devida ao álcool, atinge os centros nervosos pela ordem inversa da sua evolução, quer dizer, começando pelos centros que comandam a capacidade de ajuizar, a atenção, a autocrítica, o autodomínio, a locomoção, para terminar naqueles de que depende a vida orgânica. Num primeiro estado, o indivíduo, após ter bebido alguns ml de álcool, parece ter comportamento normal, mas observado atentamente, apresenta reflexos cuja rapidez e precisão estão um pouco diminuídos. A alteração dos centros inibidores aparece num segundo estado. O indivíduo experimenta uma sensação de bem-estar, de euforia, de excitação, por vezes com uma quebra variável do controle que normalmente exerce sobre as suas palavras, sobre a sua coordenação muscular e locomotora e sobre as suas emoções. Num terceiro estado acentuam-se estes sintomas, havendo uma imprecisão dos movimentos, descontrole nas frases que diz, no andar, na audição e na visão. Num quarto estado, uma intoxicação mais profunda do sistema nervoso segue-se à embriaguez, após um período em que se agravam os seguintes sintomas: alucinação, excitação motora desordenada, perda da sensibilidade e da consciência. Sobrevém um sono com perturbações da respiração e da circulação, seguida de coma alcoólico que pode ser mortal. As quantidades de álcool que podem provocar estes estados sucessivos variam de indivíduo para indivíduo.

 O alcoolismo além de uma doença física é uma doença psíquica, social e moral. Mas porquê?

É uma doença física visto que o alcoólico sofre de uma péssima alimentação e má nutrição; deficiência em vitaminas, dispepsia, desidratação. Apresenta além disso sintomas nervosos diversos; tremuras, cefaleias, alteração da memória.

O alcoolismo é uma doença psíquica porque o alcoólico tem necessidade de álcool para aceitar a realidade; tem tendência a fugir às responsabilidades; sofre de angústia, é agressivo, resiste mal às frustrações e às tensões; porque nele o nível de consciência, enquanto racionalidade tende a baixar, levando-o a uma conduta impulsiva.

É uma doença social porque sofre de negligência perante a família; divórcios numerosos entre os alcoólicos; frequentes perdas de emprego; perdas dos velhos amigos que continuem sóbrios; problemas financeiros... recurso às organizações sociais; agressividade perante a sociedade; dificuldade em colaborar numa obra comum.

Por fim, é uma doença moral já que o alcoólico esquece normalmente a sua vida espiritual; porque não respeita as suas obrigações perante a família, os colegas de trabalho, a sociedade; porque perde todo o senso moral.

Se o alcoólico é um doente, é necessário primeiramente fazê-lo compreender que não está bem, que o álcool é um vício que ele não controla e persuadi-lo de que a sua doença se pode tratar. No entanto, as repreensões, o ridículo, os sermões, as atitudes protectoras, só fazem com que ele continue a beber. Há, sobretudo, que ajudá-lo a eliminar ou minimizar as causas que o levaram a encontrar consolo na bebida. Existem várias instituições onde as pessoas com problemas de alcoolismo podem encontrar ajuda médica ou psicológica específica, e outras em que podem desfrutar de convívios ou reuniões de entre-ajuda (alcoólicos anónimos).

publicado por Dreamfinder às 22:16

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

"A VIDA NÃO É UM SONHO"

Não sou eu que o digo, mas depois do filme que vi (com esse mesmo título), o sentimento não pode ser outro. Comprei o filme recomendado no âmbito da disciplina de Introdução à Medicina e decidi-me finalmente a vê-lo. É trágico… como a vida, e gira em torno de diferentes tipos de vícios e dependências. É o drama paralelo de três jovens dependentes da droga e da mãe de um deles que, por achar que vai a um programa de televisão, começa uma dieta à base de comprimidos que lhe dão uma estranha energia. É um filme de limites. E onde até mesmo os limites são excedidos. Mas há um fio condutor, um objectivo comum às quatro personagens principais do filme: procurar uma vida melhor. Sara redescobre a felicidade com a ideia de aparecer na televisão, sonha com isso em todos os momentos. Mas quer levar aquele vestido vermelho que já não lhe serve… O que é aquela mulher capaz de fazer para emagrecer? Aumenta progressivamente a dose de comprimidos, mesmo sem ordem médica, até se tornar completamente dependente deles… os comprimidos vão levá-la à loucura. Acaba por ser internada numa instituição psiquiátrica e chega mesmo a ser tratada com choques eléctricos.

E aqueles jovens? Até onde são eles capazes de ir para obter a sua dose diária? Eles simplesmente não têm limites. Harry, apesar de adorar a sua mãe, desesperado para obter droga, vendia as coisas dela, particularmente a televisão, que esta voltava a comprar, mês após mês. Um ciclo vicioso, como a droga. Marion, namorada deste, é uma rapariga a quem os pais sempre deram tudo, excepto atenção. E Tyrone, o melhor amigo de Harry, vive diariamente o peso da discriminação por ser negro. Eles querem montar um negócio para viciados, de venda de drogas leves porta a porta. Mas rapidamente todos descobrem que será difícil atingir as suas aspirações…

Até que ponto resiste o amor quando os vícios se intrometem? E, sobretudo, quando a droga falta? Eles vão chegar ao limite. Harry e Ty partem para a Florida em busca de vendedores de droga. Marion vende o corpo, o orgulho, a dignidade em troca de droga. Ty acaba na prisão ao levar Harry ao hospital, devido a um enorme hematoma no braço por se injectar sucessivamente. O braço acaba por lhe ser amputado.

Muitas vezes as pessoas adquirem certos vícios para provarem que são livres, independentes, desregradas, que tudo podem… quando, na realidade, acabam por tornarem-se escravas desses mesmos vícios. E, iludidas por esse aparente poder, não se apercebem que nem sequer têm controlo sobre a sua própria vida. Só vivem com um objectivo: satisfazer o seu vício. É isso que os move. Que tipo de vida é esse?

“É difícil havermo-nos com os erros do nosso tempo. Se os enfrentamos ficamos desacompanhados, e se nos deixamos apanhar por eles não ganhamos com isso nem glória nem alegria. Para destruir servem todos os falsos argumentos. Para construir, não. O que não é verdade não é construtivo.”
Johann Wolfgang von Goethe

publicado por Dreamfinder às 18:42

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